Cuidados paliativos

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Segundo a OMS, em 2005, o 12.6%da população mundial morreu de câncer, aids e tuberculose; doenças que ocupam os postos 6, 7 e 8 entre as causas mais frequentes de mortalidade no mundo.

Cerca de 40% desses casos podem ser evitados se a doença for detectada a tempo e receber o tratamento adequado. Mesmo em casos de câncer avançado, é possível aliviar o sofrimento dos pacientes administrando o que conhecemos como cuidados paliativos.

O que são cuidados paliativos?

Os cuidados paliativos são aqueles que se lhe administram os doentes terminais para o controle da dor e dos sintomas emocionais decorrentes de sua condição. Seu objetivo é alcançar a melhor qualidade de vida para o paciente e sua família.

Não se trata de adiantar ou atrasar a morte, nem de plantar falsas esperanças sobre uma possível recuperação, os cuidados paliativos são um sistema interdisciplinar de apoio para o paciente e sua família, enquanto passam por uma situação difícil.

Este tipo de cuidados são gerenciadas por pessoas que sofrem de doenças crônicas e degenerativas, diagnosticadas como incuráveis, já que não há resposta positiva em relação aos tratamentos curativos e a sua esperança de vida não é maior do que 6 meses.

Este tipo de situação tem um grande impacto emocional, tanto no doente como na família, já que para ambos significa o início de um processo de luto.

Objetivos dos cuidados paliativos

Os cuidados paliativos são focados em oferecer suporte tanto ao doente como a sua família, a fim de controlar a dor e outros sintomas, atender de forma personalizada e integral ao paciente e oferecer suporte à família.

  • Controle da dor e outros sintomas: através da medicina da dor, procurando-se evitar que o paciente tenha que viver as dores e desconforto desconforto decorrentes de sua doença. Para isso, formulam-se analgésicos, administrados em diferentes doses de acordo com a intensidade da dor.
  • Assistência personalizada e integral do paciente: encontrar-se na fase final de vida por causa de uma doença, não implica apenas ter que suportar as dores decorrentes desta, mas também começar a enfrentar uma série de perdas. Em outras palavras, começar a morrer em vida e elaborar duelos por aquelas capacidades que se vão perdendo a causa da doença.

Por isso, é frequente que estes pacientes apresentarem sentimentos de impotência, desesperança e inutilidade, sendo propensos a estados de humor depressivos. Por que uma atenção integral, preocupada não apenas em aliviar a dor, mas em acompanhar e orientar o paciente através deste processo, é de grande importância nestes casos.

Assim como o paciente, a família precisa de apoio psicológico para enfrentar da melhor maneira possível a situação de ter um familiar na condição de doente terminal.

Receber esse tipo de notícia significa um forte impacto emocional para a família e envolve uma série de mudanças na estrutura desta. Certamente surgirão temores e dúvidas sobre o que terão de enfrentar, por isso é tão importante o acompanhamento por parte de um grupo de especialistas, que não só servirão de apoio, mas que serão a fonte primária de informação sobre o estado de saúde de sua família e as melhores opções para enfrentar as diferentes fases da doença.

A comunicação com a família é fundamental em situações como essas, pois a falta de informação sobre o estado do paciente e as possíveis situações que terão que enfrentar, aumenta a angústia e os sentimentos de impotência.

Os cuidados paliativos são o resultado do trabalho de um grupo de diferentes especialistas focados em resolver, em conjunto, as necessidades do paciente e de sua família. Oferecendo a uns e outros o apoio e as ferramentas necessárias para enfrentar este processo doloroso.

Um grupo de profissionais em diferentes áreas da saúde está à sua disposição para resolver as suas preocupações.

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